Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão-de-Obra, Trabalho Temporário, Leitura de Medidores e de Entrega de Avisos no Estado do Paraná.

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E A VACA TOSSIU!

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E A VACA TOSSIU!

Durante sua campanha pela reeleição, num encontro com sindicalistas, cujo programa foi exibido no horário eleitoral, a presidente Dilma Rousseff(PT), prometeu que não faria mudanças na legislação trabalhista em prejuízo aos trabalhadores “Nem que a vaca tussa”...

Com este gesto, a então candidata buscava o apoio dos dirigentes sindicais (e conseguiu a maioria), pois acusara o candidato oposicionista Aécio Neves de querer promover uma reforma trabalhista, tirando direitos como férias, FGTS e décimo-terceiro.

Além disso, Dilma criticou a nomeação antecipada pelo tucano do “futuro” ministro da fazenda, Armínio Fraga, pois se tratava de alguém “pró-mercado” e com ideário neoliberal.

O que dizer do seu novo ministro da fazenda, Joaquim Levy, que foi aluno de Armínio Fraga e segue à risca sua cartilha “neoliberal”, tanto criticada pela presidente e a esquerda petista?

Infelizmente o que vemos agora é que a “Vaca Tossiu”, pois ao apagar das luzes de 2014, a classe trabalhadora recebeu mais um indigesto presente de natal, com medidas que afetarão o bolso e o direito dos trabalhadores. As principais mudanças estão no tempo para se ter direito ao seguro-desemprego, que passará de 6 para 18 meses trabalhados, de forma ininterrupta.

Nos preocupa tal medida, tendo em vista que o país atravessa um momento de instabilidade econômica e com crescimento pífio, além de poucos empregos gerados, sem falar no ajuste fiscal já anunciado por seu ministro da fazenda.

Outra medida é a que trata do direito ao seguro-defeso, que beneficia milhares de trabalhadores artesanais e que não poderão acumular com outros direitos previdenciários.

Dilma também mexeu na previdência social, com a redução dos valores pagos ao cônjuge e seus dependentes em caso de morte, além da ampliação do prazo de recolhimento do contribuinte, cuja carência será de 2 anos.

Diante de tudo isso e da falta de perspectivas de melhores dias para os trabalhadores brasileiros, cabe a nós, dirigentes sindicais comprometidos pela defesa dos direitos arduamente conquistados, para que encontremos o xarope para curar essa vaca que tossiu, pressionando e convencendo o novo congresso nacional a derrubar tais medidas provisórias, pois caso contrário, estarão concordando com mais um estelionato eleitoral como nunca antes na história desse país...

* Paulo Rossi, Secretário de Relações Internacionais da FENASCON e presidente do SINEEPRES/PR e da UGT-PARANÁ.

 

Post: Rogério Kormann Jr
Data: 12/01/2015