Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão-de-Obra, Trabalho Temporário, Leitura de Medidores e de Entrega de Avisos no Estado do Paraná.

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Brasil já é o 2º país em números de trabalhadores temporário

"A nossa luta é para que os trabalhadores contratados em regime temporário tenham os mesmos direitos e benefícios dos trabalhadores contratados em regime efetivo, pois a terceirização tem sido vista como uma forma de precarização das relações de trabalho".

Paulo Rossi, presidente do SINEEPRES

Paulo Rossi, presidente do SINEEPRES

Trabalhadores temporários já somam 46 milhões no mundo. O dado foi divulgado no relatório econômico 2013 da CIETT (Confederação Internacional das Agências Privadas de Emprego, sigla em inglês).

O Brasil é o segundo país com maior número de pessoas trabalhando neste regime. Os Estados Unidos são a nação que mais usam a mão de obra por tempo determinado, empregando 12,9 milhões de pessoas. O Japão aparece em terceiro lugar no ranking, com 2,6 milhões.

Paulo Rossi - presidente da UGT-PARANÁ e do SINEEPRES - Sindicato que representa os trabalhadores temporários no Paraná, avalia que o Brasil vem se consolidando como um mercado emergente, porém ressalta que os trabalhadores temporários atualmente são muito discriminados nos locais da prestação de serviços. "A nossa luta é para que os trabalhadores contratados em regime temporário tenham os mesmos direitos e benefícios dos trabalhadores contratados em regime efetivo, pois a terceirização tem sido vista como uma forma de precarização das relações de trabalho", diz Rossi.

Outro problema apontado por Rossi é que muitas empresas de trabalho temporário sequer possuem autorização do Ministério do Trabalho e Emprego para prestarem esse tipo de serviço. "Precisamos que os órgãos públicos fiscalizem com mais rigor essas empresas que ganham contratos e que na maioria das vezes ao receberem a primeira fatura fecham suas portas e deixam os trabalhadores sem receber um centavo sequer", conclui o representante sindical.

De acordo com a CIETT, os setores brasileiros de prestação de serviços terceirizáveis e de trabalho temporário tiveram faturamento de R$ 73,9 bilhões no último ano.

Post: Rogério Kormann
Data: 23/05/2013