Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão-de-Obra, Trabalho Temporário, Leitura de Medidores e de Entrega de Avisos no Estado do Paraná.

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Mais de 1,7 milhão de vagas de trabalho são fechadas em apenas um ano

Mais de 1,7 milhão de vagas de trabalho são fechadas em apenas um ano

 

 

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Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e mostram o desemprego no Brasil de junho de 2015 a junho deste ano. Apenas em junho/2016, 91.032 empregos com carteira assinada foram eliminados. 
No primeiro semestre deste ano, mais de 500 mil vagas de emprego formais foram fechadas.
Já nos últimos doze meses até junho/2016, foram fechadas mais de 1,7 milhão de vagas.

 

As demissões superaram as contratações em  531.765 vagas formais no primeiro semestre deste ano, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho.
Foi o pior resultado para um primeiro semestre desde o início da série histórica do Ministério do Trabalho, que, neste caso, começa em 2002.

Criação de vagas - 1º semestre

O desemprego avança no país em meio à maior recessão da economia brasileira dos últimos 25 anos. Em 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) "encolheu" 3,8% e, para este ano, a previsão do mercado financeiro é de nova queda da atividade econômica.

Os números de criação de empregos formais do primeiro semestre, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo nos meses de janeiro a maio. Os dados de junho ainda são considerados sem ajuste.

Apenas no mês de junho, ainda segundo dados oficiais, as demissões superaram as contratações em 91.032 vagas formais.

Este foi o décimo quinto mês seguido de fechamento de vagas com carteira assinada. O último mês com contratações acima das demissões foi março do ano passado, quando foram  criados 19,2 mil postos de trabalho.

Apesar de negativo, o resultado do mês passado foi menos ruim do que o registrado em junho de 2015, quando foram fechados 111.199 postos de trabalho - pior resultado para meses de junho desde o início da série histórica do indicador, em 1992.

"A economia está num processo de recuperação lento. Mês a mês, o estoque negativo de desemprego vem reduzindo. Se você comparar o mês de junho [deste ano] com o mês de junho de 2015, nós podemos comemorar", disse o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

Em 12 meses, mais de 1,7 milhão de demissões
O Ministério do Trabalho informou também que, nos últimos doze meses até junho, foi registrada a demissão de 1.765.024 trabalhadores com carteira assinada.

 

Criação de vagas - junho

Ao final de junho, o país tinha um total de 39,16 milhões de trabalhadores empregados formalmente. No mesmo mês do ano passado, eram 40,92 milhões.

No primeiro semestre deste ano, de acordo com o Ministério do Trabalho, quase todos os setores da economia demitiram trabalhadores, com exceção da administração pública, que abriu 18.790 vagas, e da agricultura (+89.954 empregos com carteira assinada).

O comércio liderou o fechamento de vagas com carteira assinada nos seis primeiros meses deste ano, com 253.855 demissões. Em segundo lugar está a indústria de transformação, com 139.927 vagas fechadas.

O setor de serviços fechou 123.799 vagas com carteira assinada, ao mesmo tempo em que a construção civil registrou a demissão de 114.099 postos formais no primeiros semestre de 2016.

A indústria extrativa mineral demitiu 4.908 empregados nos seis primeiros meses deste ano, enquanto que os serviços industriais de utilidade pública registraram o fechamento de 3.921 vagas formais.

Números regionais


Segundo o Ministério do Trabalho, houve o registro de demissões em quase todas as regiões do país no primeiro semestre de 2016, com exceção do Centro-Oeste, que abriu 12.848 vagas neste período.

A região Sudeste foi a que teve mais trabalhadores demitidos nos seis primeiros meses deste ano, quando 263.892 pessoas perderam o emprego.

A região Nordeste, por sua vez, registrou a demissão de 201.037 trabalhadores, enquanto a região Norte contabilizou o fechamento de 41.797 vagas formais. Já a região Sul fechou 37.887 empregos com carteira assinada no primeiro semestre deste ano.

Curitiba é uma das 20 capitais que mais demitiram em todo  Brasil

O Brasil já perdeu mais de meio milhão de postos de trabalho formais este ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Junho foi o 15º mês seguido com mais demissões que contratações de trabalhadores com carteira assinada: foram 91 mil postos formais a menos.

Entre as 20 cidades que mais demitiram em desde o início do ano, 13 são capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Manaus, Brasília, Curitiba, Fortaleza, São Luis, Porto Alegre, Maceió e Teresina.

Cidades do interior registraram melhor desempenho do que suas capitais – nenhuma das 20 cidades que mais contrataram é capital de seu estado.

Entre as 20 cidades que mais contrataram no semestre, Franca (SP), por exemplo, aparece em prieiro lugar (Veja a lista abaixo). Outras quatro cidades de São Paulo também aparecem na lista  das que mais empregaram.

VEJA ABAIXO AS CIDADES QUE MAIS DEMITIRAM  E AS QUE MAIS CONTRATARAM

As 20 cidades que mais demitiram:
São Paulo (SP): -68960
Rio de Janeiro (RJ): -55419
Belo Horizonte (MG): -25040
Salvador (BA): -17434
Recife (PE): -15470
Manaus (AM): -14611
Brasília (DF): -12815
Curitiba (PR): -11194
Fortaleza (CE): -10201

Campinas (SP): -10143
São Luis (MA): -8858
Guarulhos (SP): -8070
São Bernardo do Campo (SP): -7842
Macaé (RJ): -7623
Porto Alegre (RS): -7572
Niterói (RJ): -7395
Barueri (SP): -7369
Osasco (SP): -7037
Maceió (AL): -6918
Teresina (PI): -6606

 

As 20 cidades que mais contrataram:
Franca (SP): 6102
Cristalina (GO): 4096
Juazeiro (BA): 3887
Venâncio Aires (RS): 3653
Santa Cruz do Sul (RS): 3324
Nova Serrana (MG): 3271
Pontal (SP): 2939
Capanema (PR): 2519
Vista Alegre do Alto (SP): 2049
Guaíra (SP): 1932
Patrocínio (MG): 1904
Goianésia (GO): 1843
Campestre do Maranhão (MA): 1707
Alfenas (MG): 1513
Três Pontas (MG): 1487
Pitangueiras (SP): 1481
Eunápolis (BA): 1477
Teresópolis (RJ): 1427
Petrolina (PE): 1399
Três Lagoas (MS): 1311

Post Mario de Gomes-assessoria de imprensa
Em 28/07/2016
Fonte: MTE e portal G1
Foto: arquivo Sineepres